segunda-feira, 2 de junho de 2008

Zine NA LATA _ Ed. 06


Com o passar do tempo as pessoas mudam, isso inclui o modo de pensar e agir. Antes o graffiti era visto como poluição visual e hoje é visto com outros olhos, olhos este que enxergam no graffiti a arte do século. O graffiti conquistou espaço nas galerias, passarelas, projetos educacionais em ONG’s, design de bolsas em grifes multinacionais, e uma das principais linguagens para propaganda de grandes empresas, como: Nescau, RedBull, Johnnie Halker, Tim, Vivo, Qix, Bavária, Adidas...dentre outras, objetivo maior atingir uma linguagem mais próxima com os jovens. Para continuar invadindo estes espaços precisamos ser competentes e encarar a nossa arte como um bem de muito valor, não somente em $$$$, mas espiritualmente também. Se tiver mais alma, mais sentimento no que fazemos, conseqüentemente vem a arte mais verdadeira e menos superficial.
É importante ressaltar que a tecnologia avança a cada dia, com isso melhores trabalhos, mais informações e conseqüentemente mais exigência dos clientes quando contratam um graffiteiro para decorar o seu comércio ou até mesmo a sua casa.
Nesta edição entrevistamos o artista Core, abrimos novos espaços para divulgação de eventos, publicamos desenhos de artistas locais e fotos de painéis realizados pela cidade.
O que o fanzine vem descobrindo é que existem empresas, ong’s, coletivos e muitas pessoas preocupadas com a situação da art de rua. Questionam o trabalho da prefeitura com os artistas, porque os artistas estão utilizando pouco spray nos trabalhos? , cadê a cor dos graffitis? Só tem látex? Como anda o projeto com a prefeitura?... Isso é ótimo para a cultura, coloca os artistas para se questionarem mais ainda sobre a situação atual do graffiti em Salvador. Vamos nos posicionar e nos profissionalizar para que possamos ter uma posição mais firme perante os admiradores da art de rua.
Existe espaço para todos. Ninguém pede espaço e sim conquista ele.
Conquiste o seu.

Texto: Neuro
Imagem: Arquivo Na Lata
Zine Na Lata_Ed. 06
Salvador 30 de julho de 2006

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