
O fanzine vem com uma nova estrutura: agora com mais páginas, fotos, informativos, desenhos, maior espaço para os entrevistados, adesivos, embalagem e com um novo espaço para divulgar a opinião do leitor sobre o assunto do mês. Assunto este que será descrito abaixo do editorial.
Os artistas vêm mostrando a melhora do nível técnico em suas pinturas. O amadurecimento pode ser visto na plasticidade das obras que estão espalhadas por toda a cidade. Inúmeros atos conspiraram para este amadurecimento, trabalhos de grande porte geraram boa visibilidade para os artistas de Salvador, o carnaval querendo ou não “fortalece” os artistas do graffiti, não porque a prefeitura esta de certa forma envolvida e sim porque existe uma demanda em pró do graffiti: A decoração de camarotes, O palco do rap, a confecção de produtos de correria individual (como por exemplo, as cartolas de espuma produzidas por Bob ou até mesmo camisetas aerografada que são comercializadas nas ruas, praias e lojas), estes são uns dos exemplos a serem citados neste processo em que a cultura se encontra. Os artistas cada vez mais procuram viajar para outros estados e países, conhecendo novos artistas, novas técnicas, novos costumes, ampliando assim seu conhecimento e valorizando cada vez mais a cultura na qual fazem parte.
O graffiti tem um potencial muito grande de comunicação, seja desde a pintura que se faz nas ruas até o dialeto utilizado entre artistas de qualquer parte do mundo, essa facilidade de comunicação torna o contato entre os artistas mais claro e prático. Se isso serve de incentivo eu não sei, mas com certeza essa é uma boa forma de o artista se conhecer melhor, e conseqüentemente adiquirir um estilo mais próprio e original. Viajar é bom para a matéria e o espírito.
Texto: Neuro
Imagem: Arquivo Na Lata
Salvador. Março 2007
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